Qual o impacto da LGPD em campanhas e estratégias de marketing digital?

Em vigência desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados determina como as empresas devem agir ao coletar e tratar dados pessoais, buscando garantir mais segurança e privacidade para seus titulares.

Neste artigo, vamos te explicar melhor como a LGPD funciona, o que é preciso para se adequar à ela e quais são os benefícios que ela oferece para campanhas e estratégias de marketing digital. Confira:

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados?

A Lei Geral de Proteção de Dados é a norma brasileira responsável por regulamentar o uso dos dados de pessoas físicas pelas empresas.

Inspirada pela norma de regulamentação europeia GDPR (General Data Protection Regulation), a lei foi sancionada em 14 de agosto de 2018 (Lei 13.709/2018) e entrou em vigência no dia 18 setembro de 2020.

O objetivo da LGPD é garantir a proteção das informações pessoais dos usuários por meio de regras sobre como as organizações devem coletar, armazenar e compartilhar esses dados, visando um controle mais transparente e seguro dos mesmos.

Desde o dia 1º de agosto de 2021, podem ser aplicadas multas e sanções para empresas que não estiverem em conformidade com a Lei.

As empresas que não cumprirem os requisitos determinados pela LGPD poderão sofrer multas de até 2% de seu faturamento, além de terem seus bancos de dados suspensos.

O que é preciso para se adequar à LGPD?

A adequação à LGPD é um processo longo e que passa por diversas etapas.

Aqui, citamos algumas das etapas principais para estar em conformidade com a LGPD, mas é importante lembrar que cada empresa é única e pode exigir circunstâncias específicas em seu processo de adequação, por isso é importante buscar por profissionais e agências especializadas.

Analisando sob uma perspectiva mais generalizada, é necessário cumprir os seguintes passos para se adequar à LGPD:

1. Mapear o fluxo de dados na empresa

A primeira etapa para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados é mapear todo o  processo de coleta, tratamento, compartilhamento, armazenamento e descarte dos dados. 

Para isso, é necessário conhecer quais dados são coletados e por meio de quais canais a coleta é realizada; onde os dados ficam armazenados; quais pessoas podem ter acesso a cada tipo de dado coletado; quem é autorizado a manipular e utilizar os dados e como funciona o compartilhamento de dados com terceiros.

2. Revisar quais são os dados coletados

Depois de mapear seu fluxo de dados, é preciso analisar o processo de coleta e de tratamento de dados de sua empresa e avaliá-lo para entender se todos os dados coletados são realmente necessários para o trabalho que será realizado com os mesmos.

É importante destacar que, quanto maior o número de dados coletados, maior será a sua responsabilidade para com a proteção destas informações, por isso a melhor atitude a ser tomada nesta etapa é revisar todo o processo de coleta e de tratamento de dados e adotar novas práticas que possam evitar a coleta excessiva de dados.

3. Adequar sua base de dados às bases legais da LGPD

Todos os dados coletados por sua empresa devem estar adequados em uma das bases legais da Lei Geral de Proteção de Dados.

As bases legais da LGPD são hipóteses que justificam o tratamento de dados pessoais e, para estar em conformidade com a legislação, é preciso estar adequado a pelo menos uma das dez bases existentes.

As bases legais mais comuns são as de consentimento e de legítimo interesse, mas talvez elas não sejam as mais adequadas para sua empresa, por isso é importante realizar uma avaliação de seus processos para determinar qual a base legal mais indicada para o tratamento de dados de sua empresa.

Para saber mais sobre as bases legais da LGPD, clique aqui.

4. Revisar e adequar as políticas de privacidade, termos de uso e outros documentos

Toda a documentação relacionada à coleta e ao tratamento de dados de sua empresa que envolva funcionários, parceiros, clientes e leads deve estar em conformidade com as normas da LGPD.

É essencial que todos os documentos direcionados aos titulares dos dados sejam claros e objetivos sobre a finalidade da coleta e do tratamento de dados.

Além disso, em casos como os termos de uso e as políticas de cookies, é preciso dar ao usuário a opção de não consentir com a coleta de seus dados.

Muitas empresas acreditam que esta é a única etapa realmente necessária para estar em conformidade com a LGPD, mas a adequação à lei é muito mais complexa do que apenas revisar e criar documentos de consentimento.

5. Reforçar sua política de segurança da informação

Uma etapa fundamental para adequação à LGPD é garantir a segurança dos dados pessoais coletados e tratados por sua empresa.

Para isso, é necessário avaliar a atual situação de segurança em sua empresa, buscando analisar se existem vulnerabilidades.

Depois, é preciso ajustar os processos para minimizar os riscos que podem impactar na segurança dos dados pessoais.

6. Contratar profissionais especializados

Como dissemos anteriormente, o processo de adequação à LGPD é longo e complexo e demanda o auxílio de especialistas no assunto.

Por isso, é essencial contar com uma empresa especializada na Lei Geral de Proteção de Dados para te auxiliar no processo de adequação à lei e para garantir que sua empresa esteja em conformidade com a legislação vigente.

Como a LGPD pode ajudar a criar campanhas e estratégias mais assertivas?

Agora que você sabe mais sobre a LGPD e sobre como implementá-la, deve estar se perguntando quais impactos ela pode causar em suas campanhas e estratégias de marketing digital.

Muitas pessoas acreditam que a Lei Geral de Proteção de Dados trouxe mais impactos negativos do que positivos, mas a verdade é que ela trouxe diversos benefícios para empresas que coletam dados, garantindo mais segurança aos titulares dos dados e mais transparência nas relações comerciais entre empresas e clientes.

No marketing digital, a LGPD pode oferecer inúmeros benefícios para campanhas e estratégias que buscam atrair novos clientes e aumentar as vendas de seu negócio.

Ao se adequar a lei e entender quais são dados pessoais são realmente relevantes para sua empresa, você poderá criar estratégias e campanhas mais assertivas, além de construir melhor quem é o seu público-alvo, podendo atingi-lo com mais facilidade.

Conclusão

A LGPD surgiu para tornar o processo de coleta e de tratamento de dados pessoais mais seguro e, além de beneficiar os titulares dos dados, a adequação à lei também beneficia as empresas, pois possibilita a criação de estratégias de marketing digital mais assertivas e promove a transparência nas relações comerciais.

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